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Do Jornalismo de 98 ao Jornalismo de 2025

Por Eduardo Gurian

De 1998 a 2025, o jornalismo atravessou transformações profundas: do CD-ROM ao ChatGPT, da reportagem impressa às narrativas digitais em tempo real. As ferramentas mudaram, mas a essência deve permanecer: comunicar com ética, responsabilidade e clareza, transformando fatos em conhecimento compartilhado.

É comum que, diante das novas tecnologias — e mais recentemente da inteligência artificial — surjam dúvidas sobre o futuro das profissões. Algumas desaparecem, outras se adaptam. A tecnologia acelera cálculos, encurta prazos, amplia possibilidades. Porém, o elemento humano continua insubstituível. Sensatez, maturidade, resiliência e olhar crítico não podem ser replicados por algoritmos. O caminho é somar: unir técnica e experiência, inteligência artificial e inteligência humana.

Quando concluímos o curso de Jornalismo em 1998, vivíamos um marco: produzimos, como projeto de formatura, a primeira enciclopédia eletrônica sobre Campinas, em CD-ROM, reunindo textos, fotos e entrevistas em um material único. Foi um pioneirismo tecnológico que mostrava, já naquela época, que o jornalismo precisava dialogar com as ferramentas do presente.

De lá para cá, a internet se consolidou, as redes sociais se tornaram centrais no debate público e a inteligência artificial se expandiu de forma avassaladora. Apesar de tantas mudanças, o compromisso do jornalista se mantém: ser mediador entre o fato e a sociedade, guiado pelos pilares aprendidos na universidade — ética, rigor, responsabilidade social e compromisso com a verdade.

O desafio atual não é rejeitar as novidades, mas compreendê-las. É aprender o uso técnico das ferramentas, conhecer os algoritmos, explorar as potencialidades — sempre aliados à formação crítica que sustenta o ofício. Como lembra Pierre Lévy, cada tecnologia amplia o campo da inteligência coletiva. Para o jornalismo, isso não significa substituição, mas oportunidade de aprofundar a qualidade da informação.

O Jornalismo de 98 e o de 2025 vivem em mundos distintos. Mas o jornalista, em sua essência, segue o mesmo: profissional em constante aprendizado, aberto ao novo, mas firme em sua missão social. Se em 1998 gravávamos em CD a memória de uma cidade, em 2025 navegamos na era da IA. Em ambos os tempos, o que dá sentido ao nosso trabalho não é a ferramenta, mas o compromisso humano de transformar informação em conhecimento compartilhado.

Compartilhe e comente: o que mudou e o que permanece no jornalismo?

8 Comments

  1. Luzia disse:

    Parabéns muito bem elaborado. os anos passam mas a essência da verdade permanece sempre!!

  2. Carlos Alberto Bragil disse:

    Jornalismo Sério passando o que realmente acontece.

  3. Tiago Lavinhati disse:

    Excelente artigo!

  4. Roberto Bosso disse:

    Parabéns Gurian pelo trabalho de 1998 e pela visão atual diante da natural evolução, mantendo sempre a postura, o conceito e a atuação de um profissional sério e ético ao longo dos tempos.

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